quinta-feira, 7 de novembro de 2013

História da Operação Rio Traíra II








Em 26 de fevereiro de 1991, um grupo de 40 guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, que se auto denominava "Comando Simon Bolivar", adentrou em território brasileiro, próximo a fronteira entre Brasil e Colômbia, às margens do Rio Traíra no Estado do Amazonas, e atacou de surpresa o Destacamento Traíra do Exército Brasileiro, que estava em instalações semi-permanentes e possuía efetivo muito inferior a coluna guerrilheira que o atacara. Operações de inteligência afirmam que o ataque foi motivado pela repressão exercida pelo destacamento de fronteira ao garimpo ilegal na região, uma das fontes de financiamento das FARC. Nesse ataque morreram três militares brasileiros e vinte e nove ficaram feridos; várias armas, munições e equipamentos foram roubados.
Imediatamente as Forças Armadas do Brasil, autorizadas pelo presidente Fernando Collor de Mello e com o conhecimento e apoio do Presidente colombiano César Gaviria Trujillo, deflagraram secretamente a Operação Traíra, com o objetivo de recuperar o armamento roubado e desencorajar novos ataques;
Força Aérea Brasileira:
A Força Aérea Brasileira apoiou a Operação Traíra, com seis helicópteros de transporte de tropas H-1H, seis aeronaves de ataque ao solo AT-27 Tucano e aviões de apoio logístico C-130 Hércules e C-115 Búfalo.1
Marinha do Brasil:
A Marinha do Brasil apoiou a Operação Traíra com um Navio Patrulha Fluvial, que ficou baseado em Vila Bittencourt, cooperando com o apoio logístico e garantindo a segurança daquela região.
Exército Brasileiro:
O Exército Brasileiro enviou suas principais tropas de elite, elementos de forças especiais e de comandos e do Batalhão de Forças Especiais (atuais 1º Batalhão de Forças Especiais e 1º Batalhão de Ações de Comandos), e também guerreiros de selva do até então 1º Batalhão Especial de Fronteira, para atacar a base guerrilheira que se encontrava em território colombiano, próxima a fronteira. Também apoiaram, militares do 1º Batalhão de Infantaria de Selva, principal unidade do Comando Militar da Amazônia. O Comando de Aviação do Exército se fez presente fornecendo o meio de transporte utilizado pelos combatentes empregados na missão, 4 helicópteros de manobra HM-1 Pantera, 2 helicópteros de reconhecimento e ataque HA-1 Esquilo.
Exército Colombiano:
O Exército Colombiano apoiou a Operação Traíra com o Batalhão Bejarano Muñoz, acredita-se que tenha bloqueado a rota de fuga dos guerrilheiros, caso tentassem fugir do ataque do Exército Brasileiro.
O saldo da Operação Traíra foi o de doze guerrilheiros mortos , inúmeros capturados, maior parte do armamento e equipamento recuperados, e desde então, nunca mais se soube de invasões das FARC em território brasileiro, e muito menos de ataques a militares brasileiros.

26 de Fevereiro de 2014, 23 anos após o episódio no Rio Traíra as FARCS continuam sua luta contra o Governo Colombiano de forma cada vez mais violenta contra a população civil daquele país. Antes sua luta era financiada pelos narcotraficantes e garimpeiros ilegais na Amazônia em busca de sossego e segurança para suas atividades ilegais.Mas há alguns anos as FARCS decidiram eliminar os intermediários e explorar diretamente essas atividades ilegais para financiar grupos em países vizinhos, de forma a enfraquecer a cooperação regional entre os governos.No Brasil financiam a Via Campesina e o MST, na Venezuela apóiam os Bolivarianos de Hugo Chaves e recebem destes armas modernas (especialmente mísseis antiaéreos portáteis) e possuem campos de treinamento usados com outros grupos como a Al-Qaeda.
Uma equipe de documentaristas da National Geographic, a princípio protegida por um pelotão especial de fronteira do Exército Brasileiro, é emboscada na selva e feita refém. Na ação, 2 jornalistas e 2 soldados brasileiros são mortos e seus corpos levados junto com os sobreviventes para uma base avançada das FARCS na fronteira entre Colômbia e Brasil.
Diferente da atuação no episódio anterior, o Governo Brasileiro reluta em tomar ação semelhante  pois o partido político na Presidência da República sofre constantes acusações de ter recebido verba de campanha das FARCS e dos grupos Bolivarianos da região.Assim,apenas os governos norte-americano e colombiano fazem pronunciamento contra a ação terrorista.Mas não ficarão apenas nas palavras...
Na mesma noite às 23:00 horas, hora local de Tabatinga-AM, uma equipe de Seals e Rangers do Exército Colombiano são inseridos por via fluvial a 10km do local de cativeiro pelo lado colombiano da fronteira e aguardam sinal verde para agir.Do lado brasileiro, contrariando totalmente a cadeia de comando, o General Oscar Filho em conjunto com o Almirante Barreira ordenam que  o 1º Batalhão de Operações Especiais e o o Batalhão Tonelero enviem contingente para apoiar a ação norte-americana em conjunto com forças colombianas.
Toda a Intel é fornecida por agentes do DEA norte-americano, que já monitoram a região há anos, e estão em estreito laço com comunidades ribeirinhas que desejam se livrar dos desmandos dos novos senhores da selva.
O que se deixa escapar na coleta de informações é que o Exército Venezuelano, através das Brigadas Bolivarianas, reforça a defesa da região com lançadores de mísseis terra-ar e farta distribuição de armamento e apoio logístico. Além da presença venezuelana há, ainda, a confirmação que as FARCS fornecem apoio e treinamento a grupos terroristas como a Al-Qaeda que usam a região como refúgio e ponto de reagrupamento na América Latina.
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Cenário perfeito para muita ação e drama no meio da selva amazônica, esta é a OPERAÇÃO RIO TRAÍRA II de 1 a 3 de Março de 2014,em Belém do Pará

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